Ângelo Lima

Ângelo José da Cunha Rego Lima nasceu em Recife Pernambuco em 1951. Em 1960 muda-se para Goiânia.Funda em 1964 o Centro de Cultura Cinematógrafico.Volta para Recife em plena Ditadura Militar.  Ainda garoto, aos 16 anos, entrou no mundo do cinema produzindo um curta metragem, O som é meu O sol que participou do Festival de cinema JB-Mesbla. Realiza em 1978 filme em 35mm O Pescador de Cinema sobre o cineasta João Bennio. Artista inquieto trabalhou com circo, teatro e durante anos interpretou o personagem ícone do cinema mudo, Carlitos. Em 1980 viaja pelo Brasil divulgando e apresentando o filme 25 de José Celso Martinez, essa aventura vira um livro.Em 1984 funda juntamente com o critico de cinema Beto Leão o Cine Clube João Bênnio na capital goiana.

Retorna a produção de cinema em 1999 com dois curtas, Lembranças e Desaparecidos que foi um dos selecionados para o primeiro Festival Internacional de Vídeo e Cinema Ambiental – FICA na Cidade de Goiás.

Em 2000 produz Um Vídeo Chamado Brasil sobre a obra do artista Siron Franco premiado no FICA e selecionado em outros festivais.

Incansável em sua produção e criatividade, o cineasta lança em 2003 o vídeo Amarelinha um relato lúdico e poético sobre o acidente radiológico que aconteceu em Goiânia em 1997 com o Césio 137. Este filme ganha como melhor curta metragem e o prêmio OCIC, também foi selecionado em vários festivais de cinema e apresentado em cidades como Rio de Janeiro, Nova York, Berlim.

Em 2004 Ângelo Lima, eterniza a tradição dos carreiros de boi da cidade de Damolândia interior de Goiás, com o filme Ruídos da Fé , ganhador do Festival de Sergipe como melhor documentário.

Realiza em 2005 o filme ICOLOGIA documentário que tem com personagem central “Seu Ico” figura tradicional da cidade de Pirenópolis, e ganha pela segunda vez o OCIC no Guarnicê. ICOLOGIA também é premiado no FICA e leva o prêmio do Melhor Filme Goiano, sendo selecionado e premiado em vários festivais.

Começa em 2006 a realizar uma série de vídeos sobre os Museus de Goiás, 12 no total. Produz mais um curta, É da Raiz um filme que discorre sobre a tradição da cachaça e das raízes nela inseridas.

No ano seguinte, 2007 o diretor faz uma homenagem ao marginalizado pássaro urubu realizando o curta Bicho Preto Nasce Branco que ganha o prêmio de melhor filme ecológico da Mostra da ABD-Go.

Realiza sua segunda obra sobre o acidente com césio 137, O Pesadelo é Azul, selecionado em Cuzco no Peru e lá recebe menção honrosa nesse festival. O filme também foi exibido em Berlim no Uranium Festival.

Em 2010 realiza o curta A Próxima Mordida sobre ataques de tubarões em Recife sendo premiado em San Petesburgo como o Melhor Filme com Linguagem Ecológica.

Volta a filmar em 2011 fazendo o curta Quixadá Curral de Pedras no Ceará.

Em 2013 faz Baque Solto Em Buenos Aires, sobre o Maracatu Estrela Dourada na cidade de Buenos Aires em Pernambuco, filme selecionado em ATLANTIC DOC no Uruguai.

Em 2014 inicia mais uma  produção de 24 documentários sobre os Museus de Goiás.A série MUSEU VIVO, realizando também o longa GUSTAVO RITTERUma vida, Uma arte.

Trabalhando sempre com documentários realiza mais três longas, O Circo e os Sonhos, sobre os circos e seus artistas, A Vida é um Risco, sobre o chargista Jorge Braga e Retrato 3×4 de um Tempo, sobre a repreensão em Goiás na época da Ditadura Militar.

Em 2015 produz um curta de ficção, Nódoas e finaliza a série dos museus.

Ângelo Lima foi parecerista do edital de curtas do SAV\Ancine em 2010. Também foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Documentaristas-ABD Goiás. Atualmente é presidente da ACINE – Associação de Cinema Independente de Goiás, fundada há quatro anos. Com mais de 30 curtas e 35 premiações ao longo de sua carreira, Ângelo Lima gosta realmente é fazer cinema.

Festcine Goiania 2019 | Secretaria Municipal de Cultura de Goiânia. Prefeitura de Goiânia.